segunda-feira, 1 de março de 2010

Maracujás Silvestres

Sou louco por cinema. Costumo dizer se não tivesse feito engenharia, teria feito cinema. A referência do título do post não é por acaso, é uma brincadeira/homenagem ao grande mestre do cinema Ingmar Bergman em Morangos Silvestres, tropicalizado de propósito.

Bom, não fui da Geração Paissandu (cinema do Rio de Janeiro que marcou época na década de sessenta), mas sou amante do cinema. Hoje faz frio em pleno verão, talvez seja isso que me trouxe a lembrança de Bergman.

É comum as pessoas torcerem o nariz para filmes cabeça. Esse "cabeça" geralmente quer dizer chato, enfadonho. Mas será que os filmes do sueco são "cabeça" mesmo? Na minha visão são fantásticas viagens, sem aditivos, pelos sentimentos e pensamentos mais íntimos. É....... vai ver que é "cabeça" mesmo.

No entanto, ao contrário de abstração pura, o que ele nos propõe são coisas reais, bem palpáveis. Confesso que abstração pura me cansa, caso de "O ano passado em Marienbad" de Alan Resnais ou "o filme que só será entendido daqui a cinquenta anos". Estranho, não?

Não sou crítico de cinema, não tenho talento, só gosto e muito. O cinema me puxa para o mágico, a possibilidade de que tudo é possível, mesmo sem 3D ou efeitos especiais, tão na moda.

Aqui os assuntos vão fluir, não quero me prender a temas ou coisas específicas. Tudo é válido se tem palavras, se tem nuances, se tem calor ou leveza criadora.

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