É impressionante e
chega a ser patético, como a sociedade brasileira acha que ser negro
ou ter ascendência negra é desqualificante.
Reparem nas conversas
de bares ou de famílias, como todos se dizem brancos ou que são
remotamente descendentes de alemães ou italianos. Negros nunca,
talvez índios, mas para por aí.
O Brasil é um país
formado por mestiços na sua maioria, de árabes, asiáticos,
europeus, africanos e índios. Com base nisso deveria ser mais
tolerante, mais igualitário, mas não é.
Durante muito tempo e
até bem pouco, já na década de setenta, costumava-se declarar que
um casamento bom era aquele que clareava a raça. Parece piada de mau
gosto, mas não é, trata-se da mais pura realidade.
O preconceito é tão
enraizado que grande parte dos pardos se declara branca com medo de
ser discriminada. Os próprios negros discriminam os negros mais
pobres. Isso é muito evidente nas PMs, onde a maioria é negra, mas
que age de modos diferentes para brancos, pardos e negros.
Alguns dizem que a
pobreza é que determina a discriminação e que a cor da pele não.
Então vamos contar quantos pardos e negros existem entre médicos e
engenheiros, diplomatas, juízes e profissões mais exclusivas. Nas
favelas e comunidades desassistidas, quem é a maioria da população?
As estatísticas de
viciados em crack revelam que mais de oitenta por cento é de pardos
e negros. Isso vale igualmente para os presídios. Por que é assim?
Pelas costas, sem serem
notados, todos fazem aquele gesto de passar o dedo indicador por cima
do braço quando querem desqualificar alguém pela sua cor,
justificando um mal comportamento ou falta de educação.
A sociedade é muito
hipócrita e quando é quase branca já se sente melhor que os
outros.
Não tenho clareza
quanto ao sistema de cotas, não sei se corrigirá isso, mas para mim
o fundamental é a educação.
É de criança que se
aprende a respeitar os outros, quem é diferente na cor ou qualquer
outra coisa. O que diferencia as pessoas é seu caráter, isso sim é
essencial no ser humano.
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