Dizem que os blogs são como diários, talvez os mais novos entendam assim.Eu que já estou além da metade do caminho,vejo como um depoimento do que penso, do que já fiz. E cada vez que o tempo passa mais se tem a dizer.Depois? Os bits estão aí para contar sempre.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Viajar sim, comprar não!
Viajar para mim foi sempre sinônimo de conhecimento e liberdade para aprender outras culturas. Assim, a primeira coisa que vem à cabeça é que lugar é este, o que tem para oferecer que eu não vi ainda? Muitas vezes é a comida local que é especial e que você nunca comeu. Vale experimentar tudo e do jeito que as pessoas estão acostumadas a fazer. Não adianta nada a gente ir para Indonésia e frequentar restaurantes de comida francesa, é perda de tempo. Eu me lembro que lá pelos idos de 1992, mais ou menos, fui à Porto de Galinhas perto uma hora e meia de Recife, onde há um litoral maravilhoso de longas praias de águas claras quase sempre a uma temperatura ideal, nem frio, nem quente. Fiquei num resort desses que não me lembro o nome, mas no final dessa longa praia havia, não sei ainda existe, o restaurante da Dete, onde a fritada da Dete era a indicação imperdível.Pois olha, realmente era, simplicidade e perfeição, nada além disso. Uma comida absolutamente generosa e inesquecível. A fritada era feita com o peixe dali mesmo da orla e do dia mesmo que a gente comia. Os acompanhamentos todos feitos na hora também, com farofa e saladinhas maravilhosas, além de um arroz branco e macaxeira esplêndidos.Isso tudo diante de uma vista deslumbrante, de um mar azul e limpo. Bom, na época que eu estive lá, a própria Dete ia de mesa em mesa conferir o seu contentamento e atendimento com uma delicadeza e satisfação a cada elogio, que devia ser a sua melhor recompensa. Passando de comida à bebida, nada como você, em Havana, tomar um Mojito na Bodeguita, ou um Daiquiri no Floridita de Hemmingway, ao som de uma original rumba, ou da canção Hasta Siempre, em homenagem ao Comandante Tchê Guevara, cantada em qualquer lugar em que você esteja e que é sempre emocionante, sin perder la ternura, jamas! Ir à Nova Iorque e não visitar o MOMA, não dá! É sempre fantástico poder ver obras de arte que a gente até desconfia que não vai gostar, mas que na hora dá aquele frisson. Contemplar Van Gogh, Dali, Frida Kahlo, Picasso, Warhol, Mondrian, Rousseau etc... são momentos únicos, profundamente mágicos mesmo. E os shows do Radio City Music Hall, imperdíveis. Fui ainda ao CBGB, na Bleecker Street, clube underground, onde tocaram ícones do rock e do punk mundiais, como Ramones, Patti Smith, Talking Heads etc... .O que dirá de se ir à Londres e não passar pela Abbey Road, em frente à Apple dos Beatles? Até mesmo ver a rainha Elizabeth, por acaso, como foi o meu, na hora da troca de guarda foi interessante. Indo para Oxford, na Inglaterra, foi marcante ver o teatro de madeira, onde Lewis Caroll, escritor de Alice no País das Maravilhas, deu aulas de teatro, isso não tem preço. Em Paris, o museu do Louvre todo vale pela Monalisa! Exageros à parte, ver a pintura do Da Vinci, do século catorze, ali, a poucos metros de você é uma experiência fantástica, emocionante. Conheci poucos lugares no Brasil e no exterior, até então, mas tudo foi devidamente esquadrinhado, vivido intensamente. Viagem para mim é isso, comida e bebida, arte, diversão e lugares! Compras, encomendas e outras tarefas desagradáveis são mais que dispensáveis, ainda mais depois da globalização que você encontra o mesmo celular 4g ou sandália havaiana, na Tailândia, na Bósnia ou no Congo.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário